Não pôde ir a celebração da Vigília Pascal por impedimento de força maior?
Acenda uma vela benta e reze agora a Proclamação da Páscoa, que atravessa os séculos como Tradição da Igreja.
Reze verbalmente, o Exsultet, cantado originalmente em gregoriano e adaptado para a língua portuguesa.
É caridade rezar perto de um doente verdadeiramente católico, ou idoso e que depende de outros para viver sua fé com mais qualidade.
Eis o texto completo para você rezar (convide seu Anjo da Guarda para rezar con você e os anjos de quem está ao seu redor.)
Exulte o
céu, e os Anjos triunfantes,
mensageiros
de Deus, desçam cantando;
façam soar
trombetas fulgurantes,
a vitória
de um Rei anunciando.
Alegre-se
também a terra amiga,
que em meio
a tantas luzes resplandece,
e, vendo
dissipar-se a treva antiga,
ao sol do
eterno Rei brilha e se aquece.
Que a mãe
Igreja alegre-se igualmente,
erguendo as
velas deste fogo novo,
e escute,
reboando de repente,
o Aleluia
cantado pelo povo.
(E vós, que
estais aqui, irmãos queridos,
em torno
desta chama reluzente,
erguei os
corações, e assim unidos
invoquemos
a Deus onipotente.
Ele, que
por seus dons nada reclama,
quis que
entre os seus levitas me encontrasse:
para cantar
a glória desta chama,
de sua luz
um raio me transpasse!)
S: O Senhor
esteja convosco.
T: Ele está
no meio de nós.
S: Corações
ao alto.
T: O nosso
coração está em Deus.
S: Demos
graças ao Senhor, nosso Deus.
T: É nosso
dever e nossa salvação.
Sim,
verdadeiramente é bom e justo
cantar ao
Pai de todo o coração,
e celebrar
seu Filho Jesus Cristo,
tornado
para nós um novo Adão.
Foi ele
quem pagou do outro a culpa,
quando por
nós à morte se entregou:
para apagar
o antigo documento
na cruz
todo o seu sangue derramou.
Pois eis
agora a Páscoa, nossa festa,
em que o
real Cordeiro se imolou:
marcando
nossas portas, nossas almas,
com seu
divino sangue nos salvou.
Esta é,
Senhor, a noite em que do Egito
retirastes
os filhos de Israel,
transpondo
o mar Vermelho a pé enxuto,
rumo à
terra onde correm leite e mel.
Ó noite em
que a coluna luminosa
as trevas
do pecado dissipou,
e aos que
creem no Cristo em toda a terra
em novo
povo eleito congregou!
Ó noite em
que Jesus rompeu o inferno,
ao
ressurgir da morte vencedor:
de que nos
valeria ter nascido,
se não nos
resgatasse em seu amor?
Ó Deus,
quão estupenda caridade
vemos no
vosso gesto fulgurar:
não
hesitais em dar o próprio Filho,
para a
culpa dos servos resgatar.
Ó pecado de
Adão indispensável,
pois o
Cristo o dissolve em seu amor;
ó culpa tão
feliz que há merecido
a graça de
um tão grande Redentor!
Só tu,
noite feliz, soubeste a hora
em que o
Cristo da morte ressurgiu;
e é por
isso que de ti foi escrito:
a noite
será luz para o meu dia!
Pois esta
noite lava todo crime,
liberta o
pecador dos seus grilhões;
dissipa o
ódio e dobra os poderosos,
enche de
luz e paz os corações.
Ó noite de
alegria verdadeira,
que prostra
o Faraó e ergue os hebreus,
que une de
novo ao céu a terra inteira,
pondo na
treva humana a luz de Deus.
Na graça
desta noite o vosso povo
acende ao
Cristo sacrifício de louvor;
acolhei, ó
Pai santo, o fogo novo:
não perde,
ao dividir-se, o seu fulgor.
Cera virgem
de abelha generosa
ao Cristo
ressurgido trouxe a luz:
eis de novo
a coluna luminosa,
que o vosso
povo para o céu conduz.
O círio que
acendeu as nossas velas,
possa esta
noite toda fulgurar;
misture sua
luz às das estrelas,
cinte
quando o dia despontar.
Que ele
possa agradar-vos como o Filho,
que
triunfou da morte e vence o mal:
Deus, que a
todos acende no seu brilho,
e um dia
voltará, sol triunfal.
Versão musical do Coral Palestrina aqui.




