A Oitava da Páscoa é um dos períodos mais bonitos e intensos do ano litúrgico. Se bem vivida, ela pode tocar profundamente o nosso coração.
Também chamada de Pascoela, esta oitava começa no Domingo da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e se estende até o domingo seguinte, conhecido hoje como Domingo da Divina Misericórdia — instituído por São João Paulo II no ano 2000.
Não se trata simplesmente de “mais uma semana depois da Páscoa”.
Segundo a Tradição da Igreja, esses oito dias são celebrados como se fossem um único e grandioso Domingo de Páscoa. A vitória de Cristo sobre a morte é tão grande, tão profunda e tão cheia de alegria que um único dia não basta para celebrá-la. Por isso, a Igreja prolonga essa solenidade por uma semana inteira.
Para compreender melhor o verdadeiro sentido da Oitava da Páscoa, vale a pena refletir sobre três aspectos importantes:
• Solenidade diária: Cada um dos oito dias possui o grau litúrgico de “Solenidade”. Isto significa que todos esses dias são vividos com a mesma intensidade do próprio Domingo de Páscoa.
• Unidos ao Ressuscitado: Durante essa semana, a liturgia nos coloca ao lado dos discípulos e apóstolos, revivendo os encontros maravilhosos em que Jesus, já ressuscitado, tinha com eles antes de subir ao Céu.
• Início do Tempo Pascal: Essa primeira semana abre os cinquenta dias que vão da Ressurreição até Pentecostes, formando o grande Tempo Pascal — o tempo da alegria da Igreja.
A Oitava da Páscoa nos convida a não ter pressa de voltar ao normal.
Ela nos sinaliza para permanecermos um pouco mais mergulhados na luz da Ressurreição.
É verdade que muitos de nós, leigos e leigas, ainda ignoramos esse tempo ou temos dificuldade para vivê-lo, seja pela correria do trabalho, dos estudos ou simplesmente por desconhecimento. Mas vale a pena fazer um esforço.
É válido e precioso continuar celebrando, com gratidão e admiração, a maior notícia da história: Cristo ressuscitou verdadeiramente!
Meus irmãos e irmãs em Jesus por Maria, que possamos viver esses dias com o coração repleto de gratidão, permitindo que a alegria do Ressuscitado transforme a nossa vida cotidiana.
Demos graças a Deus!
Gena Paula Castro.*
Jornalista Católica.
Avante pelo Reino com Jesus e Maria!




